23 março 2006

O nosso Barquinho


O texto de Lucas 5: 1-11, relata que Jesus estava perto do lago de Genesaré e uma grande multidão o comprimia para ouvi-lo falar. Ele pediu emprestado o barco de Pedro, para que servisse de palanque pra poder ministrar à multidão. Depois de falar, pede a Pedro para lançar as redes para a pesca. Pedro havia se esforçado a noite inteira e não conseguira nenhum peixinho sequer, ele compartilha isto com Jesus. Não acredito que Jesus queria humilha-lo, mostrando que Pedro não era um bom pescador, ou que o mar “estava pra peixe” e Pedro estava equivocado. Jesus pretendia mostrar a Pedro um outro tipo de pescaria. Ao lançar as redes em obediência ao comando de Jesus, e apanhar uma quantidade imensa de peixes a ponto de começarem a afundar os barcos, a bíblia relata que Pedro prostrou-se aos pés de Jesus e disse: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!”. Pedro estava sob o impactado de uma pescaria milagrosa! O final do episódio nós sabemos: Jesus estava comissionando Pedro para ser um pescador de homens.

Acredito que todos nós temos um lago à nossa volta. Estamos inseridos num ambiente de trabalho, escola, família, vizinhos, etc... O propósito de Jesus em nos permitir ter nosso barquinho ancorado ali é bem claro: Somos pescadores de homens! No entanto, por causa da correria de nosso dia-a-dia, olhamos as pessoas à nossa volta, e as vemos apenas como “peixe”. Fixamo-nos apenas ao aspecto natural. Afinal, elas trabalham, falam, casam, brincam, então, nos esquecemos que espiritualmente, estão mortas em delitos e pecados. Não desfrutam do amor e do perdão de Deus!

Talvez até já tentamos pescar alguns “peixes”, mas sem sucesso. Talvez até nos esforçamos bastante, mas apoiados em nossa habilidade natural de falar de Jesus, nossa sabedoria humana, e à semelhança de Pedro, podemos dizer: “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes”.

Sendo assim, que tal lançarmos as redes novamente confiados de que pelo simples fato de buscarmos obedecer ao Seu comando, Ele mesmo nos revestirá, nos habilitará e fará com que estes homens e mulheres, perdidos sem Cristo, caiam em nossas redes e milagrosamente, sejamos, transformados de simples pescadores de peixes em pescadores de homens. A final, todos nós temos o nosso barquinho!

03 março 2006

Reflexão sobre o diálogo de Jesus com a Mulher Samaritana


Jesus inicia sua conversa com aquela mulher, pedindo um pouco de água pra beber e aproveita para fazer um paralelo sobre uma sede insaciável que aquela mulher tinha em seu interior. À semelhança dela, todos nós, temos uma sensação de vazio interior, uma sede que não sabemos exatamente do que ou de quem. Jesus afirma que Ele tem uma água que pode apaziguar esta sede interior.

A mulher pensou que se tratava de água natural, pensou que algo material poderia suprir sua sede interior. À semelhança dela, buscamos fama, status social, poder, riquezas tentando amenizar o vazio que sentimos em nosso interior. A questão fica complicada, porque entramos numa roda viva de “querencias” que nunca nos satisfaz. Entramos num ciclo vicioso de quanto mais tenho mais quero e quanto mais quero mais preciso. Alguns acabam procurando no álcool, drogas, sexo, saciar esta sede, mas em vão.

Jesus ao perceber que a mulher não havia entendido, procura elucidar um pouco a situação pedindo: “Vá e chame o seu marido”. Esta mulher teve cinco maridos e estava no sexto. A intenção de Jesus era acorda-la para o fato de que sua sede também não seria satisfeita com relacionamentos. A idéia original é: “Vá chamar aquele com quem tu pensas que sua sede é saciada”.

Há uma expectativa, um anseio de encontrar alguém que possa dar este senso de preenchimento, de completude e a questão fica complicada, porque entramos nas relações com tanta expectativa de que o outro irá nos preencher que o sufocamos e por maior esforço que o outro faça, ele não dá conta de satisfazer-nos porque o “buraco” é muito mais fundo! Somos frustrados e frustramos o outro. E desta forma, vamos de um relacionamento a outro tentando encontrar satisfação.

Interessante notar que Jesus não recrimina esta mulher, não a rotula, apenas pontua. Ele cria um ambiente tão acolhedor que permite a esta mulher fazer uma imersão em seu interior e esbarrar na questão da espiritualidade. Lógico que ela pensou em espiritualidade à luz da religiosidade. É aqui ou é ali que se deve adorar perguntou ela, pensando se tratar de um local, de ritos, de regras. Jesus, amorosamente a ensina que a verdadeira adoração parte do interior e não do exterior e daí ela se lembra de que havia uma promessa de que um dia viria o Messias. Finalmente ela chegou no cerne da questão: É uma pessoa que tem a capacidade e o poder de estar não apenas fora de nós, mas dentro de cada um de nós que poderia preenche-la; e neste contexto, Jesus se apresenta: “Eu sou o Messias”.

Nesta narrativa eu me dou conta de que há um vazio sim em nosso interior que não pode ser preenchido, saciado nem com coisas materiais, nem com relacionamentos por melhores que eles sejam, com a religiosidade, mas apenas numa relação íntima com o criador da vida. Ele me fez e me formou e, portanto tem o poder de preencher-me de tal maneira, que eu posso sim, buscar as coisas materiais, me dar às pessoas, cultivar minha espiritualidade sem a expectativa de que estas coisas me preencherão. Pascal, físico e filósofo disse: “Há um vazio no coração do homem que tem a forma de Deus e se pode ser preenchido por Ele”

02 março 2006

Congresso de Mulheres

Estive em Piracicaba participando do Congresso de Mulheres da Convenção Batista Nacional. Na foto, Maria Ines, entregando as "gratidões" às palestrantes.

Abaixo, eu compartilhando sobre o texto da Mulher Samaritana.