22 abril 2007

Ninguém segura a vida

Numa parede de concreto onde aparentemente não se via nada além de concreto, rompe-se um pé de limão. Ninguém segura a vida, ninguém pode detê-la. Ela rompe a dureza do concreto, a falta da terra fofa, e simplesmente sai, seguindo o sol.

Acho que é assim na vida da gente. Há uma semente de vida que querendo ou não, consciente ou não, brota dentro da gente. Há vida na semente e embora às vezes, caia em terra dura, seca, sem condições aparente a "coisa" simplesmente brota.

Quantas experiências tenho passado últimamente que em minha crença, não suportaria, não aguentaria passar, mas a vida está lá, e de repente, algo floresce, cresce e embeleza.

Dou boas vindas às coisas lindas que aparecem mesmo que nasçam em terreno duro, em circunstâncias difíceis. Tenho que concordar com alguns poetas que as melhores poesias não surgem na alegria mas em momentos difícies, de reflexões não isentas de dores. Portanto, bem vinda a vida!

13 abril 2007

PAREI O TRANSITO EM SÃO PAULO

Na manhã de quarta-feira desta semana, ao atravessar a rua domingos de morais, perto da estação Ana Rosa do metrô, fui atropelada por um motorista de taxi. Ele estava estacionado quando comecei a atravessar. Por não me enxergar, deu ré, bateu em mim, cai e fui parar em baixo do carro. Meu pé esquerdo ficou preso no pneu do carro. Graças a Deus uma moça super graciosa, gritou com o motorista para ele parar de dar a ré. Caso contrário ele teria esmagado o meu pé.

Grite de dor. Achei que meu pé estava esmagado, mas graças a Deus, depois de recolhida pelo resgate, e fazer as radiografias, sofri apenas contusões e perda de tecido do pé esquerdo. Estou de repouso. Aproveito para pensar na vida, no significado da correria louca da cidade de Sào Paulo.

Hoje, ja sem dor, penso em como somos tão frágeis! De repente, tudo o que era urgente perdeu o sentido. Lá se foram as reuniões importantes, os encontros, os atendimentos inadiáveis, tudo.... tudo ficou de menor valor, comparando com a possibilidade da perda da vida.

Como disse o sábio Salomão, tudo é vaidade, tudo é correr atrás do vento. O que é a vida?

Agradeço a Deus pelo livramento, pelas pessoas queridas que ele colocou em meu caminho, especialmente enquanto estava deitada naquela rua quente, com um sol de lascar, uma dor insuportável, com mêdo, agonia... incertezas. Ali, rostos amigos apareceram, mãos que traziam conforto, palavras de esperança, sorrisos, enfim, Deus se mostrou ali com muitas caras e de muitas cores. Deus vestido de policial de trânsito que tão gentilmente cuidou de mim, pessoas solícitas.

Obrigada a cada um que me assistiu, a Laura que me acompanhou no resgate, ao Tiago e Rosana que ajoelhados no meio da rua oraram por mim, uma senhora "sem nome", que correu à igreja para avisar do acidente, a Eldinha que saiu correndo do trabalho para estar ali comigo e depois por acionar os outros amigos que fariam juntos um mutirão de assistência. A tantos nomes como Edinéia, Édna, Cida, Eliane, Teresa, Carla, Dilma, Giovana, .... enfim a lista é grande.

O que seria de minha vida se não fosse essas pessoas? À todos aqueles que desde então me ligam preocupados com meu estado, aos e-mails com palavras confortantes dizendo que oram por mim, a amigos perto, amigos longe, enfim a um sem número de amigos, muito obrigado! Valeu Demais!