31 janeiro 2009

Como sabem sou missionária da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. Possuo outro blog onde coloco assuntos mais relacionados com Missão. Na verdade, muitos assuntos colocados aqui deveriam estar lá e muitos de lá deveriam estar aqui.

A você que tem me acompanhado, dê um pulinho lá e deixe seus comentários. http://www.ioliveira.blogspot.com/

28 janeiro 2009

QUE CRISTIANISMO É ESSE?


Tenho pensado ultimamente no cristianismo que temos vivido e o cristianismo proposto por Jesus Cristo. A proposta de Jesus aos seus seguidores é que eles se tornassem seus discípulos e não apenas simpatizantes de seu Evangelho. Jesus chegou ao clímax de seus ensinos quando disse que aquele que não consegue abrir mão de sua própria vida não poderia ser seu discípulo.

Cristão hoje assumiu uma forma tão diferente dessa que eu aprendi com Jesus. Vejo um cristianismo retórico, de pouco compromisso com o autor dele, um cristianismo de interesses, onde se procura as bênçãos e não o abençoador. Procuramos Deus como crianças mimadas, exigentes, pedindo para Ele abençoar nossos negócios escusos, nossas relações ilícitas, nossas vontades de satisfação aos desejos mais primitivos sem ao menos nos preocupar o quanto isso importa para Ele. Dificilmente perguntamos: O que Jesus pensa sobre isso? O que Ele diria a respeito? O que Ele faria se estivesse aqui em meu lugar?

Tenho que confessar que abrir mão da satisfação imediata dos meus desejos, das minhas “querências”, do dizer não às propostas ilícitas, aos negócios sujos, da mentira, do roubo, do adultério, da imoralidade, enfim, de tudo aquilo que contraria o Evangelho de Jesus não é nada fácil. Não é à toa que Cristo ao falar sobre o discipulado, o implicou em morte: “aquele que não carrega a sua cruz, e não me segue não pode ser meu discípulo”. Cruz fala de morte, de negação, de sofrimento, fala de abrir mão da justiça própria. Mas para que ir para a Cruz? Para que negar, abandonar, suprimir, sublimar, se eu posso ter tudo aqui e agora? Esse é o pensamento vigente! Infelizmente!

É custoso, muito custoso, um preço muito alto, mas não quero ser apenas seguidora. Custe o que custar, ainda que seja com lágrimas, sou e não quero divorciar-me de ser: discipula de Jesus.
Verdade é que ser discipula tem muita recompensa. O abrir mão a que eu me referia acima promove a alegria de viver em coerencia comigo mesmo, coerencia entre o discurso e a vivencia, a sensação de liberdade, a sensação de ter feito a coisa certa, a realização pessoal e espiritual, a paz com Deus, e isso....e isso não é pouca coisa! Enfim, é uma questão de escolha e eu escolho ser discipula!