20 dezembro 2012

MÃE NÃO MORRE NUNCA

 
 
Minha querida mãe nos deixou no dia 6 de dezembro. Deixou saudades nos sete filhos, onze netos e quatro bisnetos. Era uma mulher sábia. Sabia relevar minhas tolices e de tantos outros e sabia apreciar e valorizar o que de fato era importante. Sábia mulher! Deixou sua marca.

Quero seguir suas pisadas de fé, de alegria, de perdão, de resignação. Viveu intensamente. Era grata a Deus por todos os seus dias e quando perto da morte,  ainda mais serena, demonstrou gratidão, dizendo que viveu bem os dias que lhe foram doados. Era grata a Deus pela vida que teve!


Peço emprestado a poesia de Carlos Drummond de Andrade, para expressar meus sentimentos:

Para Sempre:

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

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